4 de ago de 2015

Conheça a sinalização homógrafa

A comunicação entre barcos é muito necessária levando em consideração que não há como saber de
problemas, necessidades e intenções de uma embarcação apenas por vê-la em alto mar. Existem muitas formas de comunicação por sinais, entre as quais, a sinalização por bandeiras náuticas — mostradas e explicadas na última edição do Dicas Auto/RE. Outro tipo de sinalização por bandeiras um pouco menos conhecida é a sinalização homógrafa ou semafórica. Trata-se de duas bandeiras quadradas e bicolores — amarela e vermelha, divididas por uma linha diagonal — que podem indicar letras, números ou outros sinais pela posição em que são seguradas.


Segundo informações do Navio Escola Brasil U-27, da Marinha Brasileira, a invenção do sistema semafórico se deve ao francês Claude Chappe, no final do século XVIII, e passou a ser implementado aqui no Brasil juntamente com o resto do código confidencial ATP (Allied Tatical Procedures), usado apenas pelos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em sua primeira versão, as bandeiras eram fixadas a um semáforo, composta por uma estrutura fixa com dois braços móveis que eram dispostos conforme a posição da mensagem que se queria passar.

Atualmente, tanto na marinha como entre embarcações, as bandeiras são seguradas por pessoas que fazem com os braços as posições das bandeiras, em um movimento que se assemelha a um relógio de ponteiros. Nas forças armadas, esses militares são chamados de sinaleiros e a marinha, atualmente, utiliza o código, principalmente, para fazer comunicação entre embarcações e helicópteros.

Ainda de acordo com a marinha, a vantagem desse tipo de comunicação é a dificuldade de interceptação da mensagem. Como a informação não é transmitida por ondas sonoras ou de rádio, como seria com o código Morse, por exemplo, a chance de mais alguém interpretá-la é remota. Entretanto, por se tratar de uma comunicação visual, só é eficaz a curtas distâncias, não podendo ser usadas de longe ou com a visibilidade prejudicada.


Segundo a Associação Portuguesa de Cruzeiros, de Lisboa, a comunicação homógrafa deve ser iniciada içando-se a bandeira de letra J, do Código Internacional de Sinais (CIS), que deve permanecer “desfraldada”, ou seja, içada, durante toda a comunicação, guardando-a somente para indicar o fim do diálogo. A recepção da mensagem deve ser feita pelo receptor içando a bandeira de letra C do CIS. Ao final de cada palavra deve ser usado o sinal de final de palavra, que consiste em manter as bandeiras juntas e baixas.







Um comentário:

  1. daremos uma aula como parte do curso que estamos fazendo de português/espanhol e usaremos como forma de comunicação a sinalização homógrafa.código morse entre outros eu Cibele,Daniele estou agradecendo or estar usando o material de vocês

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